Tragédias das enchentes poderiam ser evitadas com administrações sérias
JOSÉ DAS NEVES EUSTACHIO
O prefeito Gilberto Kassab disse, recentemente, que os investimentos da prefeitura em obras contra enchentes foram os maiores de sua administração. Pena que, por exemplo, que a construção de novos piscinões (e a manutenção dos já existentes) está no esquecimento.
Também a instalação de reservatórios na área central da cidade também ainda está só no projeto. Além disso, há a lei federal nº 11.445, que obriga os municípios a preparar planos de prevenção e combate de enchentes e alagamentos. Ocorre que São Paulo depois de passados três anos da vigência da lei ainda não realizou seu planejamento, apesar de tantos e tantos discursos.
Uma solução para o problema seria a transferência da suntuosa sede do governo do Estado, no Morumbi (que poderia ser transformado num campus de uma universidade pública, já que a região do bairro, mesmo sendo considerado de “alto padrão”, abriga uma imensa população de “baixa renda” —na verdade, uma “renda ridícula”) e da sofisticada sede da prefeitura no Edifício Matarazzo, no viaduto do Chá , para o Jardim Pantanal.
Obrigando os mandatários a molhar os delicados pezinhos em água e esgoto nas próximas enchentes, ah, tenha certeza, a solução sairia rapidinho, rapidinho...
JOSÉ DAS NEVES EUSTACHIO, 92, foi animador cultural (o personagem “Zé Estaca”), comerciante (“Seu Bilú”, no ramo de bazar e papelaria), no Alto da Mooca), jornalista e co-fundador, com sua esposa, Noemia, do jornal Voz do Bairro, do qual é atualmente diretor-honorário. Na década de 70 foi agraciado com o título de Bombeiro Honorário. Homenagem do qual, entre tantos, muito se orgulha.